Joelho de Porco

Rock&Roll de primeira!

Esta foi a primeira formação, de verdade!

Tico Terpins

Próspero Albanese,

Rodolfo Aires

Walter Bailot

Conrado Ruiz

 


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Joelho de Porco 1973

Joelho de Porco em sua estréia, no Programa Blota Junior da TV Tupi, SP

Da esquerda para a direita: Conrado (piano), Rodolfo (baixo), Tico (violão), Próspero (bateria) e Waltão (guitarra).

Joelho de Porco – o início

O JOELHO DE PORCO foi um acontecimento marcante do começo dos anos 70. Em 1969, quando eu tinha 17 anos, tinha ocorrido Woodstock, os jovens se rebelavam contra o militarismo marcado pelo Vietnam, o homem pisava na Lua pela primeira vez, os hippies pregavam o amor livre e vi pela primeira vez Easyrider. Neste contexto o Joelho de Porco era a rebeldia inteligente, uma espécie de Cavalo de Tróia musical.

O Joelho nasceu de apresentações do MONA, numa história muito bem contada pelo Próspero no site oficial (www.bandajoelhodeporco.com.br). No entanto, a banda começou a tocar mesmo com outra formação. Nesta formação tocavam Rodolfo Braga, Walter Baillot, Próspero Albanese Neto, Tico Terpins e eu. O conjunto foi logo apadrinhado pelo Arnaldo Batista, dos Mutantes, que percebeu a personalidade e atitude do conjunto.

A estréia do JOELHO aconteceu na TV Tupi, no “PROGRAMA BLOTA JÚNIOR”. O sucesso foi tamanho que gerou reportagem na revista Veja. Tocamos em programas famosos, como “BIG BOY”, “ALMOÇO COM AS ESTRELAS”, e muitos outros.

Viajamos muito, fizemos temporadas em teatros (no TBC, Anchieta, 13 de Maio, SESC, etc.), tocamos regularmente em programas de TV e fazíamos a abertura dos shows dos Mutantes.

O JOELHO acabou sendo referência na história do rock nacional, com um comportamento agressivo, tocando um rock puro e forte, muito irreverente. Era punk antes de existirem punks. Infelizmente, saí do conjunto quando começava a fazer algum sucesso mais consistente porque eu estava no segundo ano da Escola Paulista de Medicina. Voltei a gravar com a banda no disco "18 anos sem sucesso", uma comemoração de longevidade.

Nos dias de hoje, há muita saudade da banda. Mato esta saudade conversando com o Próspero e com o Rodolfo, às vezes gravando um vocal no projeto do Próspero. O espírito do Joelho está vivo, e o Próspero vai se encarregar de mostrar para quem quiser saber o que é o rock&roll. A gente nunca foi de xaxado.

 

Conrado em Cambé-PR

Conrado Ruiz, em dia de show do Joelho em Cambé, Paraná, em 1972

Joelho de Porco no Mercado Municipal

Joelho no Mercado Municipal de SP, para fotos promocionais em 1971

Gerson Tatini, Rodolfo, Conrado, Próspero, Tico e o produtor Leon Cakoff

Joelho de Porco – o fim

Por exclusiva iniciativa do Próspero, o Joelho de Porco se reuniu para uma última apresentação na VIRADA CULTURAL 2009 de São Paulo. Foi uma alegria tocar com o Próspero e o Rodolfo novamente. Além deles, um grupo de novos e velhosa músicos de primeira linha. João Paulo e Franklin, da velha guarda, já haviam tocado com o Joelho em outras épocas. Fernando, Bibo, Bruno Bething, Bia e Márcio completaram o time.

Tocamos na Praça da República, lotada na noite de sábado. A grande surpesa para mim foi ver o povo todo cantando nossas velhas músicas. Garotos que nunca tinham visto o Joelho cantaram todos os sucesso! Com isto, encerramos definitivamente esta história que merecia ter continuidade. Espero que o Próspero, em sua carreira solo, leve esta herança em frente.

Joelho em 2009 - último show

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