Roberto Dib Debs

Engenheiro programador de marcapassos

Percussionista


Oh, Iaiá!

Volta à página inicial

 

Dib

Mostro aqui  algumas fotos, que são momentos de alegria pra mim, e que achei interessante contar e mostrar, e de repente fazer parte do site, na coluna "Esta é a Sua Vida" (lembram? com o IdiJota Silvestre!).

A primeira, de 1961, retirada do fundo do baú, registra um passeio que fazíamos regularmente, quando vínhamos a São Paulo, ao Aeroporto de Congonhas (prá ver avião subir e descer), com meu avô, (que descende diretamente dos símios), minha mãe, uma prima e meus dois irmãos (eu sou o menor, o mais bonitinho...).

Dib no aeroportoSó que aquilo, depois de quatro decolagens, cinco aterrisagens virava uma chatice, um programa de índio, e onde estava minha alegria? Nos carros!! (detalhe para o caminhão tanque da Esso, ao fundo, com pneus faixa branca!).

Esta admiração era explicada porque nasci em São José do Rio Pardo, em 1956, e meu pai, como bom libanês, além de mascatear em toda a região, tinha como atividade principal, comprar e vender carros, e os mais variados possíveis, como Chevrolets, De Sotto, Buick, Studebaker, muitos Jeeps "capota de aço", que ia abarrotado de cobertores pra vender na roça, sem contar Citroens, Nash e Skodas, então, os aviões não me interessavam muito, minha alegria era só de estar ao lado daqueles coupês maravilhosos..., prêtos, grenás, que eu só via nos seriados do "O Sombra", no cinema e "Caldeira do Diabo" e "Impacto", na TV.

Nesta época, se deu o início de minha formação musical, pois tocava côco e chocalho na bandinha da escola, com a indefectível professora D. Míriam Pimpano, que passava saliva nas nossas sobrancelhas (prá melhorar o visual...) e ainda nos obrigava a lustrar os sapatos nas meias e/ou capachos de onde nos apresentávamos.

Em julho de 1968, nos mudamos para São Paulo, bairro da Aclimação, onde proliferavam bandas de garagem, e de fundo de Igrejas, onde me iniciei como baterista. Porem, em 1971, "cabulei" aula com prova de Educação Moral e Cívica (perdi...), e fui ao Parque Antárctica assistir ao primeiro show de Carlos Santana no Brasil, e tomei uma aula de Educação Musical e Rítmica (ganhei...). Foi uma loucura!

Tinha um percussionista, extremamente técnico, muito rápido quando as musicas exigiam e disciplinado e até burocrárico em outras, com duas caixas de baquetas de madeira, curtas, uma do lado direito e outro da esquerda, altura da cintura, que na medida em que ia tocando, elas iam quebrando, e ele jogando pra platéia, e pancada, e elas se quebrando, bom, no final, aquele palco parecia uma marcenaria, com lascas de madeira pra todo lado...uma celebração, virou minha cabeça. Seu nome: José "Chepito" Areas.

Dib no baileDaí em diante enveredei pela percussão, como berimbau, bongôs, pandeiros, tumbadoras, timbales e toda a "cozinha". Em 1974, toquei com Gilberto Gil, no Colégio Etapa, na Rua Martiniano de Carvalho, em São Paulo, reduto "cult" da época, onde rolavam apresentações aos sábados a tarde, e, claro, sozinho no violão, com uma tumbadora ao lado, que ficara da apresentação anterior do grupo A Cor do Som (Pepeu Gomes e cia...), não tive dúvidas, subo neste palco, minha alma cheira a talco... e cravei alguns sucessos com o negão, que nem imaginava em ser Ministro da Cultura (mas na Bolívia tem Ministro da Marinha...) Neste mesmo ano, toquei profissionalmente pela primeira vez, um baile de Carnaval, quatro noites, duas matinês, no Cassino Palace Hotel, Poços de Caldas, com músicos da orquestra de Silvio Mazzuca, misturados com os da região como Nestico, Arismar e Serginho do Porto (da cidade de Porto Ferreira), só fera, onde o mais novo tinha uns 40 anos... Na quarta feira de cinzas estava com a mão enfaixada pelo esforço, e pela inexperiência de iniciante, mas com uma vontade absurda de tocar mais, e outros quinze carnavais ainda viriam..., como este da foto, na cidade de Guaxupé, sur de Minas.

Depois vieram conjuntos de baile, muito barzinho, e em 1994, o NEP!!

 

 

Minha estréia se deu no Hotel Nikkey, em uma das muitas convenções que faríamos e que ainda estariam por vir, e bares, como o Ponto 9, o Filé e Cia., o Tequila, e tantos outros, que tenho certeza ainda virão. Como na foto, com a nossa formação completa.

Um grande abraço a todos!!