Conrado de Assis Ruiz

Médico do Trabalho

Vocais

Guitarra e violão

Teclados (programação)

E agora...

Web designer!

Chucky!


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Conrado

Nasci em 16 de outubro de 1952, em São Paulo.

Estudei no Colégio "Dante Alighieri", desde o pré-primário até sair para a faculdade. Comecei a me interessar por música, ainda pequeno, ouvindo discos que meu pai, comandante da Real Aerovias, trazia de suas viagens aos Estados Unidos. Ouvi Elvis, Peter, Paul & Mary, Ricky Nelson, e muitos grupos vocais dos tempos do doo-wop. A mágica, no entanto, aconteceu quando ouvi um grupo novo e comprei meu primeiro disco, um compacto simples com She Loves You e I Wanna Hold Your Hand. Os Beatles mudaram minha vida, como a de muitos garotos daquela época. Comecei a gostar de música.

No final dos anos 60 eu tinha a certeza de que o rock&roll era parte de minha vida. Um dia, quando cantava no páteo do Colégio “Dante Alighieri”, um garoto veio falar comigo. Chamava-se Caio Terpins, e era baterista. Aproximou-se de mim, e simplesmente perguntou: ”Você fala inglês?”. Respondi que sim, ao que ele disse: “Então vai cantar em minha banda”. Era o começo de minha vida musical. Cantei pela primeira vez em público no TUCA, em São Paulo, aos 15 anos de idade.

Comecei a usar recursos vocais que a maioria dos cantores da época não usavam. Colocações diferentes, entonações não usuais, ia descobrindo sons em minha garganta. Usava falsetes, ou a voz “empostada”, meio gutural, às vezes propositalmente rouca, o que fazia parecer que era mais velho do que realmente era. Foi uma época de experiências e aprendizado. Nosso conjunto, que se chamava SÉCULO XX, tocava principalmente em festas de amigos e festivais estudantis. Lembro-me de negociar preço para tocar, e após muita negociação acabar aceitando tocar pelo pagamento do táxi que levava músicos e instrumentos. Gostávamos de tocar.

Fui logo convidado por um outro grupo do colégio em que tocavam Oscar, Carlos Alberto Napolitano (Napola), Hugo Marone e o Bartô, ótimo pianista que mais tarde foi tocar com o Ronnie Von. O grupo se chamava EXPRESSION 5, mudando depois para KAKOS com a entrada do Klaus, outro guitarrista. Deste grupo fui para o MONA.

Alguns destes conjuntos eram realmente bons, mas o melhor foi o MONA. Alguns grandes músicos tocaram neste grupo, como Próspero Albanese, Fábio Gasparini, Pedro e Albino Infantozzi. Um dia, porém, Tico Terpins, irmão do Caio e também colega do Dante, me convidou e ao Próspero para formar um novo conjunto que viria a se tornar o JOELHO DE PORCO. O Tico era dono da primeira guitarra Fender que conheci, uma Jaguar vermelha, linda. Desde então adoro as Fender.

O JOELHO DE PORCO foi um acontecimento marcante do começo dos anos 70. Em 1969, quando eu tinha 17 anos, tinha ocorrido Woodstock, os jovens se rebelavam contra o militarismo marcado pelo Vietnam, o homem pisava na Lua pela primeira vez, os hippies pregavam o amor livre e vi pela primeira vez Easyrider. Neste contexto o Joelho de Porco era a rebeldia inteligente, uma espécie de Cavalo de Tróia musical. Nesta formação original tocavam Rodolfo Braga, Walter Baillot, Próspero Albanese Neto, Tico Terpins e eu. O conjunto foi logo apadrinhado pelo Arnaldo Batista, dos Mutantes, que percebeu a personalidade e atitude do conjunto. O JOELHO acabou sendo referência na história do rock nacional, com um comportamento agressivo, tocando um rock puro e forte, muito irreverente. Era punk antes de existirem punks. Viajamos muito, fizemos temporadas em teatros, tocamos regularmente em programas de TV. A estréia do JOELHO aconteceu na TV Tupi, no Programa Blota Júnior. O sucesso foi tamanho que gerou reportagem na revista Veja. Não foi um bom começo? Infelizmente, saí do conjunto quando começava a fazer algum sucesso mais consistente porque eu estava no segundo ano da Escola Paulista de Medicina. Voltei a gravar com a banda no disco "18 anos sem sucesso", uma comemoração de longevidade.

Na faculdade continuei ligado à música. Compunha músicas com bons arranjos vocais, que cantava com minhas irmãs Pi e Angel e colegas da faculdade. Tentava ainda manter o contato com o rock&roll, tocando com o Egídio em um grupo que não chegou a decolar, com estilo mais progressivo. Daí acabamos evoluindo para um grupo vocal maravilhoso, Egídio, Oswaldo Fagnani (do Premê), João Kurk (do Rock Memory entre outros) e eu. Este grupo, chamado CAIO, JIAN, LUDI E GI, foi o mais perfeito grupo vocal que já ouvi, com composições e arranjos únicos, com ricas harmonias nos violões do Egídio.

Me formei médico em 1978, mas o trabalho era pesado e a vida de plantões não deixava muito tempo para a música.

O Egídio largou o Rock Memory nesta época e voltamos a tocar nos bares junto com um baixista maravilhoso, o Helinho Leite, grande amigo que hoje toca no Áries. Walter, Beto 2, Gel, estes foram alguns dos bateristas destes tempos de bares e estúdios. Eu tocava violão, teclados e sintetizadores, pelos quais me apaixonei. A possibilidade de usar tantos sons diferentes acabou me fazendo gostar de programação, o que ainda hoje uso para gravar as bases do NEP. Toquei com Roland, Korg, Ensonic, Casio, Emu, Yamaha. Hoje uso principalmente um Solton e o Ozonic. Programo as bases que usamos nos shows, assim posso tocar violão e guitarra.

Tenho ainda hoje o violão 12 cordas que usava no JOELHO. Além dele, meus instrumentos atuais são:

  • Violão Ovation Custom Legend Sunburst
  • Guitarra Fender American Standard Stratocaster Sunburst
  • Guitarra Fender American Standard Telecaster Black
  • Guitarra Washburn HB-30 Sunburst
  • Guitarra Variax 300 (nova tecnologia, um barato!)
  • Amplificador Fender Hot Rod Deluxe
  • Epiphone Mandolin
  • Bandolim Luthier Henry Canteri
  • Teclado Solton M50
  • Teclado M-Audio Ozonic (home-studio)

É isto, minha história mal contada. Se quiser saber alguma coisa mais, mande um e-mail. Prometo responder.

Te vejo no próximo show.

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